| GRUPO
DE TRABALHO DO REPERTÓRIO
Ana Miguéis (coord), Helena Donato e Filomena Brito
BIBLIOTECAS
E SERVIÇOS DE DOCUMENTAÇÃO DE SAÚDE EM PORTUGAL:
SITUAÇÃO ACTUAL
INTRODUÇÃO
A Associação Portuguesa de Documentação e
Informação de Saúde (APDIS) elaborou a primeira edição
do Repertório das Bibliotecas e Serviços de Informação
em Saúde em 1988, com o objectivo de definir o perfil das bibliotecas
e serviços de documentação da saúde em Portugal.
O facto de se ter revelado um importante instrumento de trabalho levou
a que em 1993 surgisse nova edição, resultante de um levantamento
de maior número de dados respeitantes a esses serviços,
e que em 1999 se tenha realizado, de novo, uma recolha de informação
com a intenção de actualizar os dados existentes na anterior
edição e de introduzir outras questões mais actuais.
OBJECTIVO E METODOLOGIA
O Grupo de Trabalho do Repertório da APDIS pretende apresentar
neste poster algumas das respostas ao inquérito enviado às
bibliotecas e serviços de documentação das instituições
de saúde em Portugal. Com o objectivo de conhecer e actualizar
o perfil destes serviçosfFoi elaborado um questionário que
se remeteu a 217 instituições da saúde. Obtiveram-se
113 respostas (52% do universo inquirido) mas apenas se analisaram 109,
já que os restantes 4 organismos não dispunham de biblioteca/serviço
de documentação organizado. Os serviços foram agrupados
geograficamente, registando-se 31 respostas da região Norte, 26
da região Centro, 41 da região de Lisboa e Vale do Tejo,
4 do Alentejo e 7 das Regiões Autónomas da Madeira e dos
Açores.
Os principais tópicos abordados foram: Identificação
do serviço, Horário de funcionamento, Pessoal, Fundo Documental,
Informatização, Perfil do Utilizador, Serviços ao
Utilizador e Difusão da Informação.
RESULTADOS
Nos gráficos 1 a 7 apresenta-se o resultado do tratamento das respostas
relativas a alguns dos tópicos abordados:

Gráfico 1
Distribuição percentual por tipo de instituição

Gráfico 2
Distribuição percentual por categoria profissional

Gráfico 3
Distribuição do número de respostas por tipologia
dos Fundos Documentais

Gráfico 4
Distribuição percentual dos serviços com ligação
e sem ligação à Internet

Gráfico 5
Distribuição do número de respostas relativas aos
recursos disponíveis na Internet

Gráfico 6
Distribuição percentual por grupo profissional de utilizadores

Gráfico 7
Distribuição do número de respostas por serviços
prestados
Gráfico 1
As instituições que detêm o maior número de
respostas são os Hospitais (31%) e as Escolas Superiores de Enfermagem
e de Tecnologia da Saúde (25%).
Gráfico 2
O número de funcionários que trabalham nestes serviços
somam, no total, 310, o que representa um média de 2,8 pessoas
por serviço, distribuídas por categoria profissional de
acordo com os valores apresentado. Os Técnicos Profissionais de
BD são o grupo profissional mais representativo (36%), surgindo
os Técnicos Superiores de BD ainda em número reduzido, pois
são feridos por apenas 14% das bibliotecas analisadas.
Gráfico 3
Em relação ao Fundo Documental, as monografias e as publicações
em série existem maioritariamente em suporte papel (respectivamente
450 111 e 29 165 títulos no total das 109 bibliotecas analisadas).
O número de serviços que assina bases de dados é
já significativo (72 bibliotecas), prevalecendo as assinaturas
em CD-ROM.
Gráfico 4 e 5
As bibliotecas com acesso à Internet, num total de 67, representam
uma percentagem razoável (Gráfico 4) e algumas delas procuram
disponibilizar os seus serviços na rede, privilegiando o acesso
directo pelos seus utilizadores (Gráfico 5).
Gráfico 6
Em relação à tipologia dos utilizadores das bibliotecas
da saúde são maioritários os enfermeiros (95%), médicos
(93%) e estudantes(92%).
Gráfico 7
O leque de serviços prestados é alargado, envolvendo em
simultâneo empréstimo domiciliário, empréstimo
interbibliotecas, pesquisa bibliográfica, fornecimento de fotocópias
e difusão de informação na maioria das bibliotecas,
sendo as pesquisas bibliográficas e o fornecimento de fotocópias
os mais praticados.
CONCLUSÕES
Os resultados obtidos ilustram razoavelmente a realidade portuguesa, podendo-se
afirmar que as bibliotecas/serviços de documentação
na área da Saúde em Portugal procuram acompanhar a evolução
resultante da utilização das novas tecnologias da informação,
prestando serviços de maior qualidade e rapidez aos seus utilizadores,
podendo mesmo equiparar-se às suas congéneres europeias.
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